Não estamos defendendo a natureza,   somos a própria  natureza lutando para se  defender ”

                                                (Palavra de ordem usada por manifestantes  contrários à COP 21 que ocorreu em Paris em 2015.)

Três anos atrás, no dia 25 de outubro de 2014, Rémi Fraisse foi morto pela polícia enquanto participava de uma manifestação em defesa da floresta de Sivens, no Tarn, sul da França. A granada ofensiva que matou Rémi, além de expor ao público local e internacional a letalidade das armas usadas pela polícia francesa, também chamou atenção para a luta pela proteção do vale de Sivens. Foi ali que, durante meses, centenas de pessoas –muitas dos arredores – decidiram transformar seus corpos em barricadas para proteger a zona contra um projeto de barragem que iria favorecer a agricultura intensiva na região. Reproduzindo uma estratégia de resistência contra projetos capitalistas destrutivos que se espalhou no interior da França nos últimos anos, eles transformaram o Vale de Sivens em mais uma ZAD – leia-se Zona A Defender. Entre 2013 e 2014, a ZAD de Sivens foi investida por centenas de manifestantes – ou Zadistas – que ali construíram cabanas e espaços de vida coletiva para impedir a construção da barragem. Se a violenta repressão que provocou a morte de Rémi Fraisse conseguiu acabar com a ZAD de Sivens, a luta pela proteção do Vale continua viva e outras ZAD não pararam de emergir em todo país desde então…

A última árvore do modesto ribeiro do Tescou, no Vale de Sivens, foi abatida no dia 3 de outubro 2014. A zona foi escolhida para a construção de uma barragem com 1,5 km de comprimento fazendo desaparecer 13 hectares de zonas úmidas, apreciáveis pela sua riqueza em fauna e flora¹.

Os primeiros zadistas chegaram um ano antes (outubro de 2013) para proteger a Zona a defender de Sivens. Os conflitos começaram em 23 de janeiro de 2014, quando duas dezenas de homens, com máscaras anti-gaz, assaltaram o acampamento ao som de uma trompete de caça e armados com cabos de enxada e picareta. O objectivo era por fora os zadistas, devastando o local onde estavam instalados. Ao mesmo tempo, a polícia não mostrava qualquer clemência pelos zadistas: interpelações, expulsões, ferimentos por tiros de bala de borracha, pertences queimados na floresta e emboscadas, inclusive a eleitos ecologistas com as suas faixas tricolores.

No 27 de fevereiro a zona é evacuada pela polícia. Os oponentes voltam ao local por várias vezes. Para as autoridades a barragem de Sivens é destinada, 70% os agricultores e 30% a sustentar no verão o deficit do rio Tescou. Para os zadistas e diversos pequenos agricultores da região, a barragem é sobretudo uma prenda suplementar a um punhado de adeptos da agricultura industrial intensiva e de culturas massivas. E, se o ribeiro desaparece em agosto, é antes de tudo porque estes lhe bombeiam a água para irrigar suas culturas.

Trata-se então de uma luta contra o monopólio dos recursos hídricos. Entre 27 de agosto e 5 de setembro de 2014, sucedem-se os confrontos. A partir desta data, pelo menos 150 a 200 policiais passam a estar presente no local cotidianamente. Em Albi, capital do Tarn, alguns zadistas fazem até uma greve de fome de mais de 50 dias reclamando aos eleitos do departamento a realização de um debate contraditório. Em vão.

O presidente do conselho geral do departamento, Thierry Carcenac (PS) afirma então: “os recursos examinados até o momento pelas instituições competentes permitem começar os trabalhos com toda legalidade”. Os eleitos rurais da zona apreciaram esta firmeza imperturbável: elegem-no senador no final de setembro. E o homem forte do departamento dispunha de um último argumento: “Com a barragem os agricultores devem cuidar dos volumes de água que consomem, já não vão bombear sem pagar”. A esta declaração do eleito opõe-se a do aviso negativo do conselho nacional de prevenção da natureza e da secretaria nacional da água e dos meios aquáticos. Os seus relatórios estão claros sobre o projeto: as necessidades de água estão sobre estimadas e os futuros custos de exploração sob-avaliados. Segundo o coletivo Testet, que luta contra a barragem, quem pretende comprar de fato a água da barragem são apenas duas dezenas de agricultores que praticam a agricultura intensiva.

As mobilizações não são apenas em defesa da floresta, da zona úmida, e da fauna e flora que o projeto iria destruir, são contra uma barragem desnecessária que favorece apenas um modelo produtivista de agricultura e enriquece uma minoria às custas da destruição de todo um território. Assim, após meses de luta, os zadistas apelam para uma grande concentração a realizar no dia 25 de outubro de 2014 naquele canto da floresta que parece ter sido passado por um rolo compressor.

A ZAD de Sivens em outubro de 2014. Crédito: R. GABALDA/AFP.

25 de outubro de 2014

Na noite de 25 para 26 de outubro os confrontos no local do projeto da barragem foram violentos. Desde às 01h da manhã, segundo a polícia: “a pressão dos manifestantes era cada vez maior. Recebemos pedras e cocktails Molotov”. Entre 1h40 e 1h50 da manhã do dia 26, uma granada ofensiva, arma cujo uso pela polícia francesa estava teoricamente proibida, atingiu Rémi Fraisse. No momento em que ele foi atingido, segundo a polícia, ele se encontrava num grupo de 4 a 5 pessoas que lançavam pedras e montes de terra. No entanto, Rémi foi atingido nas costas, o que indica que ele estaria fugindo no momento em que foi atingido. Equipados com óculos de visão noturna, policiais viram cair o jovem. As 2h03 da manhã, a polícia chega a conclusão que está morto.

No domingo 26 de outubro, um comunicado lacônico da prefeitura do Tarn anuncia que “um corpo de um homem foi descoberto pela polícia”, dando a impressão que uma patrulha o encontrou sem qualquer relação direta com os acontecimentos da madrugada. Outro elemento inquietante foram as declarações de Thierry Gentilhomme, o chefe da polícia do Tarn, no dia 9 de novembro: “Não dei qualquer ordem de severidade às forças de ordem”. No entanto, no dia 26 de outubro às 04h30 da manhã, cerca de três horas depois da morte de Rémi, o comandante do agrupamento de polícias móveis de Limoges justifica a maneira de operar de suas tropas durante a noite: “Quero precisar que o prefeito de Tarn (…) pediu-nos para fazer prova de uma extrema severidade perante os oponentes em relação a toda a forma de violência contra as forças de ordem”. Após diversas declarações contraditórias emanando dos serviços de comunicação do Estado e da polícia franceses, a imprensa acabou revelando que desde aquela noite os policiais e seus superiores sabiam as causas da morte de Rémi Fraisse. Mesmo assim, tentaram de tudo para as ocultarem.

No dia 2 de novembro, em Tarn, cerca de 4000 pessoas fizeram um minuto de silêncio pela morte do jovem Rémi. De seguida gritaram: “Estado assassino”. “Por quê é que Rémi morreu?”. Nos dias seguintes à sua morte, em Paris, Toulouse, Rennes, Nantes ou Dijon houveram diversas manifestações seguidas de confrontos envolvendo centenas de pessoas que denunciavam o crime cometido pelo Estado para defender um projeto inútil e impopular.

Três anos depois, nenhuma pessoa foi reconhecida pela Justiça francesa como responsável pela morte de Rémi Fraisse. Em junho de 2017, o Tribunal encerrou o processo aberto pelos seus familiares, declarando a sua morte como “trágico acidente”. Quanto ao projeto inicial de barragem, ele foi abandonado definitivamente em março de 2015, após a interrupção das obras que se seguiram à morte de Rémi. As empresas responsáveis pela obra foram obrigadas pela Justiça a restaurar parte da zona úmida que tinha sido destruída, enquanto um outro projeto de barragem de menor escala está sendo elaborado desta vez em conjunto com alguns coletivos de moradores. No entanto, o coletivo Testet, formado pelos zadistas e pelos primeiros ocupantes do Vale em 2014, se recusou a participar deste projeto que eles denunciam como uma tentativa de impor uma outra versão do projeto inicial, com os mesmo efeitos nocivos para a região. O coletivo continua lutando pela preservação do Vale e organizou, no fim de outubro, uma marcha no Vale de Sivens para relembrar a morte de Rémi Fraisse e demonstrar a continuação da luta pela proteção da área.

Desenho realizado em homenagem à Rémi Fraisse por L.L de Mars publicado pelo jornal independente CQFD em novembro de 2014.

ZAD por toda parte

Para além do episódio de Sivens, diversas outras ZADs continuam a proliferar em diversas partes do interior da França. Estas se inspiram em um modelo estratégico que emergiu na região de Notre Dame des Landes, no oeste da França nos últimos anos. Foi perto deste pequeno vilarejo da região de Loire-Atlantique, 30 km ao norte da cidade de Nantes, que surgiu a primeira ZAD, enquanto estratégia de resistência local contra grandes projetos impostos pelo governo e/ou por mega-empresas.

Tudo começou com o projeto que previa a construção de um gigantesco aeroporto em Notre Dame des Landes. O governo defendia os beneficios de um grande aeroporto internacional que contemplasse a região Oeste da França, e que poderia substituir o aeroporto da cidade de Nantes. Na década de 1960, quando o projeto foi inicialmente concebido, grupos de moradores contrários ao projeto já começaram a se mobilizar na região.

O projeto foi retomado de forma mais concreta nos anos 2000, na forma de uma parceria Público-Privada, que recorreria aos serviços do grupo VINCI, maior empreitera de construção civil francesa envolvida em diversos projetos polêmicos nos quais ela é acusada notadamente de se enriquecer com dinheiro público². Novamente moradores e moradoras da região se mobilizaram, acusando o projeto de ser um pretexto para atender as grandes empreiteras, tais como VINCI, e enriquecer políticos locais ligado a estas. Além de denunciar interesses individuais e financeiros por trás do projeto, estes questionam a sua utilidade. Eles apontam que, além da região nunca ter sido muito atrativa no nível turístico, o aeroporto de Nantes assim como os outros da região funcionam abaixo de suas plenas capacidades. Os oponentes ao projeto também afirmam que a construção do Aeroporto iria destruir cerca de 2000 hectares de uma floresta local, a Floresta de Rohanne, que é considerada ambientalmente como zona úmida, abrigando portanto uma biodiversidade muito rica.

Em 2009, enquanto o Estado começa a desapropriar algumas terras para viabilizar as obras do futuro aeroporto, é organizado no local um Camp Climat – encontro efêmero com objetivo de reunir moradores e ativistas para discutir temas como a destruição do meio-ambiente e o aquecimento global. No final deste encontro, alguns ativistas decidem permanecer no local, e começam a ocupar algumas das terras já compradas pelo Estado – incluindo casas vazias e destinadas à demolição – como forma de fortalecer a resistência contra o aeroporto. Nos anos seguintes, diversas pessoas se juntam a este primeiro grupo, e começam a se instalar na floresta de Rohanne e seus arredores ocupando e reformando as casas abandonadas, construindo cabanas e cultivando a terra.

Os ocupantes reutilizam então a sigla tecnocrática usada pelo projeto do governo para qualificar a regiao “ZAD”, que significava incialmente “Zone d’Amènagement Différé” (“Zona de Ordenamento Diferenciada”), para lhe conferir um outro significado “Zona A Defender”.

Em 2012, o governo recém eleito do Partido Socialista (PS) declara o projeto do aeroporto como prioritário e inicia uma operação de evacuação da zona para começar as obras. A operação César, vasta operação envolvendo cerca de 900 policiais – apoiados com veículos, tratores e máquinas de obras – é lançada em outubro deste ano com objetivo de remover os ocupantes da ZAD e destruir suas construções. No entanto, após semanas de confrontos intensos, os ocupantes conseguem resistir, a operação César é derrotada e a operação de evacuação da área é temporariamente abandonada.

Confronto entre policiais e ocupantes na ZAD de Notre Dame des Landes. Crédito: Le Parisien

Desde então, a ZAD de Notre Dames des Landes continua resistindo e não pára de crescer. Atualmente, ela conta com dezenas de casas ocupadas e cabanas construídas, diversos hectares de terras cultivadas, um espaço dormitório que serve para receber pessoas de fora, uma cozinha auto-gestionada que fornece refeições a preço livre ou gratuitas, um espaço dedicado à produção de conservas a partir dos alimentos cultivados na zona, ou ainda uma rádio pirata que emite nos arredores e online na Web – quando a conexão de internet funciona. Há também uma grande casa ocupada que serve de “universidade popular”, recebendo regularmente oficinas, apresentações, debates, peças de teatros e outros eventos culturais.

No entanto, o projeto de aeroporto ainda não foi totalmente abandonado, e os riscos de remoção da zona continuam. O atual governo do Emmanuel Macron, eleito este ano, encomendou uma investigação sobre a necessidade eventual de se retomar o projeto a um grupo de mediadores que devem entregar um relatório final neste mês de dezembro.

Após a ZAD de Notre Dame des Landes ter conseguido resistir à ofensiva do Governo, diversas outras ZADs emergirem em diversos cantos da França – tais como em Aveyron (sudoeste), Meuse (nordeste) ou Isère (sudeste, região dos Alpes) – mobilizando dezenas de grupos locais contra projetos denunciados como inúteis e nocivos para a população local e para a natureza. Paralelamente, a ZAD de Notre Dame des Landes conta com centenas de comitês de apoio espalhados por toda a França, nas cidades e no interior, que realizam protestos e ações toda vez que o Governo ameaça despejar os ocupantes.

A Confederação Camponesa, movimento francês de luta camponesa, cercando instalações da ZAD de Notre Dame des Landes com seus tratores para impedir a remoção, em 2012. Crédito: S. Mouillard/Libération.

Segue uma lista de algumas das principais ZADs ou lutas atuais relacionadas com esta estratégia:

Notre Dame des Landes: é na região de Nantes, no oeste da França, que nasceu em 2009 a primeira ZAD quando a área foi sendo ocupada contra o projeto de construção de aeroporto. Na zona que deveria acolher o projeto, estão atualmente dezenas de casas e hectares de terras que foram ocupadas e retomadas por centenas de pessoas formando atualmente uma ampla comunidade anticapitalista e autogestionada. Zadistas e moradores da região continuam mobilizados pois o projeto de aeroporto ainda não foi abandonado pelo governo. Um grupo de mediadores nomeado pelo atual governo Macron deve entregar um relatório neste sentido neste mês de dezembro.

Bure: na região da Meuse, no noreste da França, perto da fronteira alemã, o Bosque Lejuc é ameaçado por um projeto de enterramento de dejetos radioativos na área, encabeçado pela empresa Andra. Há anos, moradores da região se opuseram publicamente a este projeto. Em junho de 2016, Andra começou as obras de desmatamento. No entanto, a mobilização de moradores e ativistas anti-nucleares conseguiu interromper as obras e expulsar as máquinas do Bosque. Em seguida, Andra foi condenada pela justiça por desmatamento ilegal no Bosque Lejuc. Desde então, dezenas de ativistas ocupam o bosque construindo cabanas e casas de madeiras. No último mês de agosto, uma manifestação no local foi violentemente reprimida pela polícia e um dos manifestantes foi gravemente ferido. Nas semanas seguintes, zadistas que lutam contra o projeto foram alvos de buscas e apreensões por parte da polícia.

Roybon: Na região do Isère, perto dos Alpes, a ZAD de Roybon luta contra um projeto de Center Parc, imenso resort turístico que prevê destruir uma floresta comunitária. No ínicio do mês de outubro, a ZAD de Roybon foi alvo de incêndios criminosos e diversas barracas de madeiras foram destruídas. Nas últimas semanas, os zadistas convocaram um mutirão e uma grande festa para reconstruir as instalações danificadas.

Saint-Victor: Na região do Aveyron, no sul da França, não muito longe do Vale de Sivens, moradores de diversos vilarejos estão se mobilizando há anos contra a empresa RTE que pretende desapropriar diversas terras de agricultores da região para instalar uma série de turbinas eólicas para geração de energia destinada à indústria. Desde o ínicio de 2015, o coletivo Amassada construiu cabanas e espaços coletivos em parte das terras cobiçadas pela RTE. Neste mês de novembro, três representantes da empresa que vinham realizar uma consulta pública foram expulsos do vilarejo de Saint-Victor por moradores e moradoras do vilarejo que tinham então ocupado a prefeitura local para realizar uma assembleia em oposição ao projeto.

Val de Susa: Desde meados dos anos 1990, as populações do Vale de Susa, no norte da Itália, se mobilizam contra o projeto de Trem de Alta Velocidade (em italitano Treno Alta Velocità ou TAV) que prevê ligar a cidade italiana de Torino à cidade francesa de Lyon graças a um gigantesco túnel que atravessaria o Maçiço dos Alpes. O projeto do TAV Lyon-Torino é atualmente o projeto de infra-estrutura mais caro da Europa, com orçamento de 26 bilhões de euros. O movimento contrário a sua realização, conhecido como NO-TAV, denuncia um projeto de alto impacto social e ambiêntal que é sobretudo destinado a enriquecer as construtoras. O NO-TAV organizou ao longo dos anos 2000 diversas ocupações perenes para impedir o começo das obras e grandes manifestações que chegaram a reunir dezenas de milhares de pessoas nos vilarejos de Bussoleno e Susa. Em 2011 a área que deve receber as primeiras obras perto do vilarejo da Maddalena é ocupada durante vários meses pelo movimento que será finalmente desalojado pela polícia. As recentes manifestações e mobilizações no local contaram com o apoio de muitos manifestantes e zadistas da Itália e da França. Enquanto as obras de abertura do túnel já começaram, o movimento NO-TAV continua mobilizado, apesar do intenso processo de criminalização que ele enfrenta por parte do Estado italiano. Nos últimos anos, mais de 50 membros do movimento foram condenados a penas de prisões ou multas altíssimas acusados de sabotagem contra canteiros de obras.

Mapa das principais ZADs e projetos de infra-estruturas que enfrentam uma resistência local no território francês. Crédito: Le Monde / Dez.2015.

1 – Os geógrafos consideram que as “Zonas Úmidas”, na França, concentram mais de 25% da biodiversidade do território, e que elas diminuiram de 70% ao longo do século XX, apontando para a importância da proteção destas para o meio ambiente.

2 – Maior empreiteira de construção civil na franca, e segunda maior do mundo, VINCI – principal construtora e gestora de auto-estradas e estacionamentos na França – já se envolveu em diversas obras polémicas acusadas de enriquecer o setor privado com dinheiro público. Ela foi também acusada de corrupção na construção da auto-estrada que atravessa a floresta de Khimki na Rússia. Mais recentemente, ela foi acusada de promover trabalho escravo no Qatar nos canteiros de obras das infra-estruturas para a Copa do Mundo de Futebol de 2022, fato pelo qual ela está sendo investigada na justiça.

Este texto foi adaptado e atualizado a partir de um texto publicado incialmente pela B.O.E.S.G -Biblioteca e Observatório dos Estragos da Sociedade Globalizada – no seu Boletim nº 2, em setembro de 2016.

Foto de Capa:  A  ZAD de Notre Dame des Landes Crédito: Journal L’Express.